
Nos dias normais de espetáculo no Teatro Feevale, como em qualquer outro no mundo, os artistas ficam no palco e a plateia aplaude a performance. Nesta quarta-feira (2), os papéis se inverteram. Os verdadeiros protagonistas estavam na plateia. Eram representantes de 200 escolas estaduais e municipais premiadas no programa Alfabetiza Tchê.
Foram homenageadas as instituições de ensino da educação pública gaúcha que se destacaram pelos resultados de alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
A cerimônia contou com a presença do governador Eduardo Leite e da secretária da Educação, Raquel Teixeira, além de secretários municipais, dirigentes educacionais e diretores de escolas.
Na abertura, os hinos nacional e rio-grandense foram interpretados pela cantora Luiza Barbosa, que foi estudante da rede estadual em Sapiranga.
As 200 escolas que ficaram nas melhores posições foram contempladas com valores que variam de R$ 40 mil a R$ 80 mil, enquanto as demais, com mais fragilidades, obtiveram um complemento de R$ 20 mil a R$ 40 mil, como compromisso para avançar na aprendizagem.
Leite destacou a importância do programa para a integração das redes de ensino na busca pela evolução do desempenho dos alunos:
— O Estado não é apenas gestor da sua própria rede escolar, ele é responsável pela educação gaúcha, que tem as redes municipais como agentes fundamentais no processo de alfabetização. Por isso criamos o Alfabetiza Tchê, para uma colaboração entre Estado e municípios nesta missão tão importante.
Estudantes da Escola de Ensino Fundamental Oscar Konrath, de Sapiranga, fizeram ainda uma apresentação, recitando textos para demonstrar, na prática, a fluência leitora e os resultados do programa.
Base do processo de educação
Logo no início da programação, Raquel parabenizou os homenageados, destacando que a alfabetização é a base de todo o processo de educação e, por isso, deve ser priorizada como uma das principais frentes de atuação das escolas públicas.
— Quando falamos em alfabetizar, estamos falando em desenvolver as habilidades e competências do século 21 em cada criança, seja em escolas estaduais ou municipais. Essa é a essência do regime de colaboração: uma rede acolhedora, que entende a educação como território de oportunidades, onde todas as crianças têm direito a aprender e desenvolver seu potencial pleno — disse a secretária.
Da cerimônia participaram também o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Marcelo Arruda, e a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime/RS), Maristela Guasselli.
Os dados para a classificação foram coletados a partir do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul (Saers) 2023, com o cálculo do Índice de Qualidade de Alfabetização (IQAe). A fórmula é calculada pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) e considera como critérios os resultados de proficiência do Saers no segundo ano do Ensino Fundamental.