
A polêmica dos gramados no Brasil se renova a cada ano. Não existe uma padronização no quesito qualidade. Clubes como o Juventude investem na performance de alto nível do seu campo, mas nem todas as modernas Arenas que conseguem ter um gramado de alto nível. Outro apostam nos sintéticos, como Botafogo, Athletico e Palmeiras.
No sábado (5), às 21h, o Juventude entrará em campo contra o Botafogo no sintético do Estádio Nilton Santos. O jogo é válido pela segunda rodada do Brasileirão. O técnico Fábio Matias já comandou o próprio Botafogo e conhece bem as características da grama não natural.
O treinador do Juventude admite que o fato da grama ser sintética não interfere na sua decisão de escolha de peças, mas ressalta alguns pontos que tornam o jogo mais rápido.
— Acho que definir a escalação por causa do sintético em si, acredito que não, acredito muito na adaptação do nosso modelo, da nossa ideia em qualquer cenário. É óbvio que é um jogo mais rápido, é um jogo mais veloz, o gramado em si sempre anteriormente ao início do jogo, intervalo de jogo, ele é molhado. Então há uma velocidade de jogo maior. Trabalhei lá, então conheço bem essa realidade — comentou o treinador, que completou:
— Ao mesmo tempo, eu vejo o gramado com qualidade, um gramado que para quem gosta de um futebol rápido, um futebol dinâmico, é bom. E a nossa equipe tem trabalhado essa velocidade, gosta de um jogo rápido também, então para nós acho que vai ser muito mais aquela adaptação ali do momento, a questão do aquecimento, da ativação, para que a gente consiga fazer um bom jogo lá e que o gramado não interfira no nosso processo, principalmente como equipe.