
Por iniciativa do deputado estadual Miguel Rossetto (PT), a Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa discute no próximo dia 9, a partir das 10h30min, a situação das ferrovias no Estado, praticamente abandonadas pela Rumo, concessionária do serviço. Rossetto diz que é inadmissível o Rio Grande do Sul ser desconectado da malha ferroviária federal, situação que se desenha diante do desinteresse da Rumo em continuar explorando o serviço.
A concessão vence em 2027, mas a empresa não fez a recuperação das vias danificadas pela enchente de maio e só demonstra interesse por uma linha, a que liga Cruz Alta a Rio Grande. O vice-governador Gabriel Souza pediu ao Ministério dos Transportes a liberação do trecho usado para o trem turístico, no Vale do Taquari, mas Rossetto entende que isso não basta:
— O Rio Grande do Sul precisa entrar no Plano Ferroviário Nacional e usar as ferrovias para transportar a sua produção e receber o que compra de outros Estados.
O deputado cita o exemplo do milho comprado no Centro Oeste, que chega mais caro aos compradores gaúchos porque vem de caminhão. O mesmo trem que poderia trazer mercadorias para o Rio Grande do Sul seria o meio mais econômico de entregar no centro do país o que o Estado vende, a começar por máquinas e implementos agrícolas.
Para a reunião foram convidados do diretor de Ferrovias do Ministério dos Transportes, Leonardo Ribeiro, representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do governo do Estado e das federações empresariais.