O ator Val Kilmer, famoso por interpretar o personagem-título no filme Batman Eternamente (1995), morreu aos 65 anos devido a uma pneumonia nesta terça-feira (1º). A causa da morte foi revelada pela filha dele, Mercedes Kilmer. Além de Mercedes, ele deixa o filho Jack.
O artista havia sido diagnosticado com câncer de garganta em 2014, mas se recuperou. O tratamento, no entanto, provocou a perda da voz, o que o impediu de voltar a atuar.
Kilmer também era conhecido por grandes papéis vividos principalmente nos anos 1980 e 1990. Entre eles: Jim Morrison em The Doors (1991) e Iceman, rival do personagem de Tom Cruise em Top Gun (1986).
Carreira

Val Kilmer nasceu em Los Angeles em dezembro de 1959. Aos 17 anos, entrou para a renomada academia de artes de Juilliard, em Nova York, para estudar teatro.
O ator começou a carreira no teatro, tendo atuado na Broadway e em festivais pelo mundo. No cinema, Kilmer tem grandes títulos no currículo. Entre eles: The Doors (1991), Top Secret! (1984) e Batman Eternamente (1995). Contudo, alguns fracassos em grandes produções no início dos anos 2000 o levaram a participar durante mais de uma década de filmes de segunda linha e baixo orçamento.
No momento em que começava a se reerguer, na década de 2010, com uma bem-sucedida peça teatral sobre Mark Twain que ele pretendia adaptar para o cinema, o câncer interrompeu a carreira do artista.
Val, um documentário sobre a sua ascensão e queda em Hollywood, foi exibido no Festival de Cannes em 2021. A voz que narra o longa é de Jack, filho dele.
O último trabalho de Kilmer foi na sequência do sucesso de bilheteria Top Gun, em que interpretou o mesmo personagem dos anos 1980, Iceman. Como disse o colunista de Zero Hora Ticiano Osório, foi o próprio Tom Cruise, protagonista da franquia, que exigiu a presença do ator em Top Gun: Maverick (2022).

Homenagens
Amigos, fãs, familiares e colegas de Kilmer no cinema e no teatro prestaram homenagem ao ator nas redes sociais.
"Espero vê-lo lá em cima nos céus quando eu finalmente chegar lá", escreveu o também ator Josh Brolin. "Ele era uma pessoa maravilhosa para se trabalhar e era uma alegria conhecê-lo", escreveu o diretor Francis Ford Coppola.