
Depois da erva-mate, chegou a vez de medir a pegada de carbono de uma florestada plantada no Rio Grande do Sul. Um estudo conduzido pela Secretaria Estadual de Agricultura avaliará o carbono do solo, da madeira e os gases emitidos entre o solo e a atmosfera em uma área de pinus cultivada no município de Mostardas.
_ Queremos gerar dados regionais para mostrar o quanto as florestas plantadas conseguem estocar carbono _ explica o engenheiro florestal Jackson Brilhante, pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da secretaria.
O trabalho contará com o analisador da emissão de gases, equipamento portátil que faz a medição. Brilhante diz que o estudo científico deve se estender de um a dois anos. Mensalmente, serão feitas as coletas no local da pesquisa.
A análise será feita em três áreas. Uma com pinus mais jovem, outra com a árvore no ponto de corte e ainda em um espaço de campo nativo, justamente para fins de comparação.
_ Ao fim, queremos fazer o balanço de carbono nesse sistema. Já viemos fazendo isso com a erva-mate _ acrescenta o pesquisador, também coordenador do programa Agricultura de Baixo Carbonos (ABC)+ no Estado.
Presidente da Associação Gaúcha de Florestas Plantadas (Ageflor), Daniel Chies avalia que "pesquisas como essa permitirão demonstrar na prática os números positivos do setor na relação entre emissões e remoções de gases de efeito estufa".