
Apesar de ter puxado o crescimento do PIB do Rio Grande do Sul em 2024 e apresentar uma alta de 35%, a atividade agropecuária está longe de encontrar no resultado um consolo. Os dados apresentados pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), da Secretaria de Planejamento, confortam, à primeira vista, considerando a tragédia climática que assolou o Estado no ano passado. Uma linha do tempo mais aberta, no entanto, mostra que o desempenho da economia gaúcha segue abaixo do verificado em 2021. Naquele ano, a supersafra de soja ajudou a turbinar a expansão.
— É uma recuperação em cima da base de comparação, mas não é total. O Estado ainda não voltou a produzir o que já produziu — observa o economista Martinho Lazzari, pesquisador do DEE.
A referência é em relação ao cenário registrado nos anos de 2022 e 2023, quando a estiagem derrubou os números da safra de soja, principal produto do ciclo de verão. A colheita de 2024 superou a do ano anterior, mas ainda está aquém do recorde de 2021.
— Esse ciclo de 2022 para cá tem nos afastado do Brasil (em crescimento econômico), estamos ficando para trás — pontua Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do RS (Farsul) em relação ao gráfico comparativo do volume do PIB do Brasil e do RS.
Com uma nova estiagem em campo, também não será em 2025 que o caminho da recuperação virá, completa:
— Esse é um problema não só do agro, é do RS.