
Há muito tempo, a automação das fábricas busca, além de reduzir custo claro, enfrentar o problema da falta de mão de obra. Agora, a inteligência artificial também tem esse objetivo, aprendendo com os humanos e potencializando o que eles fazem, para reduzir o tempo que leva uma atividade e ampliando sua repetição. Além disso, aqui na feira de Hannover, na Alemanha, está se pedindo para facilitar a migração de estrangeiros qualificados para trabalharem na indústria. Para quem está planejando carreira, vale ficar atento a estas oportunidades, buscando emprego e qualificação onde se precisa.
Preparação de mão de obra é missão da nova diretora-geral do Senai/Sesi-RS, Susana Kakuta, que integrou a missão à Hannover. Entre as iniciativas do Brasil citadas por ela, a mais interessante - dado o momento econômico e político mundial - é um projeto para buscar para indústrias gaúchas trabalhadores deportados dos Estados Unidos de volta ao Brasil. Um piloto deve ser lançado em uma empresa de Erechim.
Outro programa no qual ela aposta é no Soldado Cidadão, já em execução, capacitando para uma profissão jovens que estão no Exército. Também na missão empresarial, o gerente-geral do Sesi/Senai-RS, Márcio Basotti, está em busca de ideias no projeto com salas de aula em carretas de caminhões para levar o ensino profissional a cidades de todo o interior gaúcho.
Há oportunidade de ensino e emprego sobrando, vamos arregaçar as mangas?
Charme industrial
Um desafio gigante da indústria é tornar-se atrativa para as novas gerações. Neste sentido, a coluna exalta o SESI Lab, espaço de ciência, tecnologia e arte bem na área central de Brasília. Nele, crianças (e adultos que as acompanham até quando as pernas aguentam) passam horas brincando em dezenas de atividades ligadas à física, matemática, química e tudo mais que envolve o processo industrial. É cativante e - perdoem o lugar comum - ensina brincando.
Havia a expectativa de que o projeto de R$ 105 milhões do Senai-RS com a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) pudesse trazer algo como o Sesi Lab de Brasília para Porto Alegre, além de ser espaço de formação de pesquisadores e parcerias tecnológicas com empresas. O empreendimento, porém, está parado na definição de terreno. O terreno que era para o Teatro da Ospa deixaria a obra cara, diz o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier. O prefeito Sebastião Melo ofereceu área no Largo da Epatur, mas também não é considerada adequada.
* A coluna viajou a Hannover a convite da Fiergs.
Leia o que já foi publicado sobre a feira em Hannover.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: fios abandonados em postes, loja de chocolates fechada e outdoor de empregos
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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