
Ouvi atentamente a entrevista do delegado regional de Caxias do Sul, Augusto Cavalheiro Neto, no Gaúcha Mais, sobre o caso dos alunos que esfaquearam a professora de inglês. Ele deixou muito claro que se trata de uma tentativa de homicídio. Não foi por acaso, não foi “brincadeira”, foi bem pensado.
As facas não eram de serrinha, eram armas, facas de açougue, na mão de guris de 14 e 15 anos que deveriam estar estudando. Eles também tiraram a câmera da sala de aula.
O delegado classificou como uma “tentativa de homicídio cristalina”, sem dúvidas sobre a intenção, embora a motivação ainda não esteja clara. Além disso, contou que é um milagre que a professora esteja viva diante dos ferimentos que teve.
Preciso falar o óbvio, que é a necessidade de as famílias construírem bases sólidas na educação dos filhos. O entendimento de que a escola é uma instituição e de que o professor é autoridade precisa ser resgatado. É um caso pontual, e não pode ser mais do que isso.