
A informação do colunista Jocimar Farina, de que o governo do Rio Grande do Sul tinha a intenção de comprar um jato, trouxe grande repercussão desde a semana passada. Diante disso, Eduardo Leite anunciou nesta manhã a desistência do negócio.
Mesmo não estando convencido, e isso ficou claro na declaração do governador nesta manhã, a decisão foi correta. Leite justificou, antes de confirmar a negativa, que havia dados contaminados e viciados tratados por políticos e pela imprensa. Referia-se à oposição que, obviamente, atacava a possibilidade de gasto. A imprensa, por sua vez, como é natural, se divide nas opiniões. Vi aqui mesmo neste espaço de GZH opiniões favoráveis e contrárias à compra da aeronave.
O fato é que o Funrigs tem uma lista prioritária de obras para reerguer o Estado antes de um jato. Se o objetivo é agilizar transplantes, que seja comprado um avião exclusivamente para isso. Desde o começo ponderei que Leite sequer usaria o avião, já que o trâmite é demorado. Não se trata de pessoalizar o uso, mas de entender o que o Estado precisa. Por linhas tortas, se entendeu que não é a hora certa. O Estado tem sim que melhorar sua estrutura, mas sabendo de onde vem o dinheiro e qual a urgência.