O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo vê com simpatia o debate sobre o fim da jornada de seis dias de trabalho para um de folga. A proposta de emenda à constituição foi protocolada nesta semana pela deputada Erika Hilton.
Marinho afirmou, no entanto, que quer tranquilizar os empresários de que não se quer parar a atividade econômica, mas sim encontrar saídas em negociação e convenções coletivas das categorias.
— É evidente que tem que contratar mais gente. Você não faz grades de jornada numa lei. A negociação coletiva tem que dar conta de formar os mecanismos de jornada — disse o ministro.
Ele também disse que neste momento não seria adequado falar em uma jornada semanal de 36h, mas que de 40h é possível. Marinho considera que a possibilidade de escala 6x1 é o formato mais cruel que existe.