Os Estados Unidos impuseram nesta segunda-feira (31) sanções ao chefe de polícia de Hong Kong e a outros cinco cargos do alto escalão por seu papel na repressão às liberdades civis.
As sanções "demonstram o compromisso da administração Trump de fazer prestar contas os que privam os habitantes de Hong Kong de seus direitos e liberdades protegidas ou cometem atos de repressão transnacional em solo americano ou contra americanos", afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em comunicado.
As sanções estão dirigidas contra o comissário de polícia Raymond Siu Chak-yee e o secretário de Justiça da cidade, Paul Lam.
O funcionário de maior hierarquia de Hong Kong, o chefe do Executivo John Lee, já está sujeito a sanções americanas.
As sanções congelam os ativos dessas pessoas nos Estados Unidos e proíbem efetuar transações financeiras com elas. Aplicam-se em virtude de uma lei que defende a democracia em Hong Kong.
O Departamento de Estado destacou o papel de alguns desses funcionários nos esforços para "intimidar, silenciar e assediar 19 ativistas pró-democracia" que fugiram para o exterior, entre eles um cidadão americano e quatro residentes nos Estados Unidos.
O Reino Unido transferiu a soberania de Hong Kong à China em 1997. Pequim impôs uma drástica lei de segurança nacional em 2020, promulgada um ano depois de protestos pró-democracia multitudinários e às vezes violentos.
* AFP