O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chegou nesta quinta-feira (3, data local) à Hungria, desafiando um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra em Gaza, informou o ministro da Defesa húngaro.
A Hungria firmou em 1999 o Estatuto de Roma, o tratado internacional que criou o TPI, e o ratificou dois anos mais tarde, durante a primeira gestão do primeiro-ministro Viktor Orban.
"Bem-vindo a Budapeste, Benjamin Netanyahu!", escreveu no Facebook o ministro húngaro Kristof Szalay-Bobrovniczky, no início da visita do chefe de governo israelense a convite de Orban.
Está previsto que Netanyahu se reúna com o primeiro-ministro e ofereça uma coletiva de imprensa conjunta horas mais tarde nesta quinta.
Orban convidou seu colega israelense em novembro, um dia depois de o TPI emitir sua ordem de captura.
O governante húngaro prometeu desacatar a ordem, apesar de ser membro do TPI, ao afirmar que a decisão "interfere em um conflito em andamento [...] com fins políticos".
O TPI, com sede em Haia, alegou que cumprir o mandado é uma "obrigação legal" da Hungria e sua "responsabilidade para com os outros estados-parte".
* AFP