A agência estatal síria informou nesta quarta-feira (2) sobre bombardeios israelenses contra um centro de pesquisa em defesa localizado na capital Damasco, e uma ONG reportou quatro mortes em ataques na província de Hama, no centro do país.
O Exército israelense confirmou que atacou instalações militares sírias em Damasco e na província de Hama.
"Um ataque aéreo da ocupação israelense teve como alvo as imediações do edifício de pesquisa científica" no bairro de Barzeh, em Damasco, relatou a agência de notícias Sana, referindo-se a uma instalação militar.
O governo sírio, por sua vez, classificou os ataques como "flagrante violação do direito internacional e da soberania síria".
Acrescentou que "a injustificada escalada é uma tentativa deliberada de desestabilizar a Síria e exacerbar o sofrimento de seu povo".
Damasco indicou que os bombardeios resultaram na "destruição quase total" do aeroporto de Hama, onde dezenas de pessoas ficaram feridas.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou que "quatro pessoas morreram e outras ficaram feridas, incluindo pessoal do Ministério da Defesa sírio, no ataque contra o aeroporto de Hama".
Israel lançou centenas de ataques contra bases militares na Síria desde que grupos rebeldes liderados por islamistas derrubaram Bashar al Assad em 8 de dezembro. Segundo Israel, o objetivo é impedir que as armas caiam nas mãos das novas autoridades, classificadas por Israel como "jihadistas".
Desde a queda de Assad, após mais de 13 anos de guerra civil, Israel enviou tropas para uma zona de distensão desmilitarizada nas Colinas de Golã, no sudoeste da Síria, na fronteira com a parte da região ocupada por Israel desde a guerra de 1967 e anexada em 1981.
* AFP