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O reajuste do piso do magistério estadual será pago na próxima quarta-feira (5), em folha suplementar. A correção do piso é de 6,27% e incide sobre todas as faixas do plano de carreira dos professores, mas o reajuste não é linear. Por isso, foi preciso que a Secretaria da Fazenda montasse uma força tarefa para calcular a correção sobre cada um dos 130 mil vínculos ativos e inativos.
— Em um esforço conjunto, foi possível garantir o pagamento logo no fim do feriado de Carnaval, com agilidade na implantação dos novos valores reajustados — comemorou o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, lembrando que o projeto tramitou em regime de urgência na Assembleia.
Segundo o Tesouro do Estado, tão logo finalizada a folha de fevereiro (que será paga em 28 de fevereiro), as equipes deram início à folha suplementar do piso, no valor bruto de R$ 67,6 milhões. O impacto financeiro anual será de R$ 437 milhões.
Com o reajuste, todos os professores da rede estadual receberão, no mínimo, o novo piso nacional, de R$ 4.867,79 para 40 horas semanais de trabalho, sendo esse o subsídio de entrada para professores com licenciatura. O valor de entrada na carreira, que hoje exige Ensino Superior, vai para R$ 5.111,05.
O aumento ficou acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 4,77% em 2024. O reajuste também está acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano passado em 4,83%.