
O Grêmio versão 2025 deu as caras e mostrou força. A vitória de 2 a 1 sobre o Juventude mostrou um time intenso, veloz e agressivo com a bola. Há vulnerabilidades que precisam ser sanadas ainda, principalmente, na recomposição defensiva, mas o Grêmio ganhou robustez na hora decisiva.
Subirá a Serra mais confiante e com uma semana limpa de trabalho, enquanto o Juventude terá de jogar em Maringá, pela Copa do Brasil, na terça-feira. O debate sobre arbitragem (e o VAR errou ao ignorar o pênalti em Monsalve) monopolizará as atenções, mas não pode deixar em segundo plano a mudança radical do Grêmio em relação aos últimos jogos.
As entradas de Wagner Leonardo na zaga, a evolução física de Cuellar e a afirmação de Cristian Olivera melhoraram o time. No segundo tempo, a entrada de Amuzu empurrou Monsalve para o meio e deram encaixe ao time. Cristaldo é um bom jogador, mas ele sofre na recomposição e joga mais com a bola do que sem ela. Monsalve entrega a mesma qualidade com a bola e se engaja bem mais nos processos coletivos.
O ponto é que a noite na Arena abriu novas perspectivas ao Grêmio depois do filme de terror de Boa Vista. O time entregou em alto nível dentro do modelo de Gustavo Quinteros.
Conseguiu fazer as saídas com os zagueiros, que fizeram a bola chegar aos laterais, e dali a quem estava na faixa central para iniciar a transição. À exceção dos últimos 25 minutos do primeiro tempo, o Juventude passou a noite correndo atrás do Grêmio.
Tudo ficou para Caxias. A vantagem de 1 a 0 é mínima. Mas há estofo para sair do Jaconi classificado e com margem.
Houve o erro de arbitragem, isso é inegável, mas houve também a força do Grêmio para superá-lo. E isso não pode ser colocado em segundo plano em detrimento do velho debate sobre arbitragem.