
Dormi mais uma noite abraçada na indignação (eu sei, já está ficando cansativo). Desde o que temporal que desabou sobre Porto Alegre na última segunda-feira (31), foi assim: ficamos no escuro, eu e milhares de pessoas. No meu caso, por 42 horas (a luz voltou no fim da manhã desta quarta-feira).
O pior, além do impacto óbvio da falta de energia elétrica por quase dois dias, foram as respostas burocráticas e repetitivas do robô da CEEE Equatorial.
A cada contato, Clara, a “assistente virtual” que me atendeu (?), repetia a mensagem:
“Vi que você já informou uma Falta de Energia. Nossa equipe já está trabalhando para te atender, tá bem? Vou pedir pra você aguardar enquanto faço o possível pra acelerar o seu atendimento. Até mais! 😉”
O emoji no final era a cereja do bolo. Parecia até deboche.
Detalhe: na manhã de ontem, conseguimos finalmente falar com uma atendente humana. Sabe o que estava registrado no sistema? O chamado constava como resolvido. Inacreditável, tanto quanto ouvir do presidente da companhia, em entrevista à na Rádio Gaúcha, que serão necessários três anos para adequar a rede e que a culpa é da CEEE pública, faltaram investimentos.
É evidente que faltaram e que isso contribui para o problema, mas uma coisa não dá para negar: o atendimento nunca foi tão ruim.