
Fechada desde que a prefeitura decidiu cortar verbas, a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo pode ter sobrevida.
Em conversa com a secretária estadual de Cultura, Bia Araujo, que se prontificou a ajudar a instituição, o prefeito Gustavo Finck se comprometeu a bancar mais três meses de funcionamento com recursos municipais. Caso se confirme, é uma boa notícia, ainda que não definitiva.
Nesse período, Finck deve apoiar a busca por empresas dispostas a auxiliar a entidade via Lei Rouanet e Lei Estadual da Cultura (LIC).
No caso da LIC, a Secretaria de Estado da Cultura está disponibilizando R$ 40 milhões para projetos do setor, o que pode beneficiar a orquestra.
São dois editais (um voltados à produção e à fruição cultural e outro ao patrimônio e aos espaços públicos de cultura), abertos até 31 de agosto.
— A orquestra pode inscrever apresentações no edital de produção e fruição cultural, que envolve R$ 20 milhões. Os resultados vão ser bem rápidos. Estamos trabalhando para dar celeridade — diz Bia.
Busca de apoio em Brasília
Na última terça-feira (1º), representantes da orquestra estiveram em Brasília, para participar de uma reunião com o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, sobre possíveis soluções.
O secretário reconheceu a importância do trabalho realizado pelo Instituto Arlindo Ruggeri, responsável por gerir a orquestra, e o impacto que o corte representa para a comunidade.
Tavares disse, no encontro, que irá acompanhar de perto os esforços, dando o suporte necessário para que as ações propostas avancem.
A Orquestra de Sopros de NH tem 72 anos de existência e é uma das mais tradicionais instituições de música do Estado (só perde em idade para a Ospa, com 75 anos).