
A foto de lançamento do uniforme de mangas compridas da Adidas — que caiu no gosto do torcedor do Inter rapidamente — me deixou com a pulga atrás da orelha.
Ela tem Alan Patrick como garoto propaganda. Até aí, tudo certo. Ele é o craque do time. Mas poucos se deram conta que o jogador, desfocado na cena, com ar de admiração ao companheiro ídolo, não é outra estrela do elenco, tipo Borré. É Yago Noal. Fiquei encafifado.
Um jovem da base não estaria, numa peça de propaganda, por nada. Soube que Roger Machado anda conversando bastante com ele nos treinos.
Será que Yago Noal não pode receber uma chance desde o início contra o Caxias, já que as informações dão conta de que Alan Patrick terá mesmo condições para uma eventual final?
A criação caiu muito no primeiro jogo da semifinal, no Estádio Centenário. O Inter fez 2 a 0 porque tem mais qualidade, mas a mecânica com a bola acendeu o alerta em caso de classificação para a decisão, contra Grêmio ou Juventude.
Carbonero quebra o galho, mas não é armador. Se algo acontecer com Alan Patrick durante as finais, a prudência manda ao menos testar outra alternativa, já que o plano B (Borré) parece fora de combate.
E se Roger Machado tentar Yago Noal diante do Caxias, na luta por uma alternativa melhor quando não tiver o seu camisa 10?
Será que a foto de lançamento da camiseta de mangas compridas é uma pista, tipo Roger pensando em um coelho da cartola ali na frente?
Tipo mestre e aprendiz, aquela história da passagem de bastão no futuro?
Lembramos que Roger não teve medo de dar chance a Gabriel Carvalho aos 16 anos, no ano passado. Yago já fez 18.
Quer receber as notícias mais importantes do Colorado? Clique aqui e se inscreva na newsletter do Inter.