
Sobre as punições a D'Alessandro e Pottker, não dá para chamá-las de surpreendentes. Ambos perderam a cabeça diante das provocações de Lucas Paquetá e Vinícius Júnior, do Flamengo. Acontece, embora jogadores cancheiros como eles tivessem de ter mais controle. Injustiça, a rigor, não houve.
No caso do argentino (dois jogos), aumenta o risco de novo gancho se ele for julgado pelas imagens do Gre-Nal. Seria reincidente. Por enquanto, desfalca o Inter contra a Chapecoense (segunda-feira) e diante do Corinthians, as duas partidas no Beira-Rio.
Pottker, como já cumpriu suspensão no Gre-Nal, após ser expulso, no Maracanã, só se ausentará contra a Chape. Menos mal que Edenilson está recuperado para atenuar o problema mais grave do Inter, que é o da transição, posse de bola, troca de passes diante de um adversário fechado.
Mas há outra questão, esta política e subjetiva, com a qual o Inter tem de se preocupar muito. Ainda reina um sentimento de revanche do Caso Victor Ramos no STJD.
É algo mais concentrado entre os nove integrantes do Pleno, salvo exceções. Lá estão Ronaldo Piacente (presidente) e Mauro Marcelo de Lima e Silva, que acusou o Inter de falsificar documentos. Eles ocupam mandatos por indicação da CBF.
Você lembra: a ex- direção colorada acusou a entidade de irregularidades na inscrição do zagueiro do Vitória, em sua luta para recuperar pontos que impedissem a Série B. Recorreu até à Suíça. Perdeu. Os auditores não engoliram até hoje. A prudência recomenda aos jogadores distância de rodinhas e reclamações, para reduzir as chances de serem denunciados.
O ambiente não é lá dos mais acolhedores para o Inter no STJD. Alerta vermelho, portanto, no Beira-Rio.