
Um dos objetivos do Brasil é ingressar no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos. O sonho começou a ser acalentado no Rio 2016, quando a classificação final foi o 13º lugar.
Em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, onde pude participar como convidado, enviando uma pergunta ao presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Laporta, o dirigente afirmou que seu grande sonho é encerrar seu mandato com essa posição.
Laporta foi chefe de missão da delegação brasileira em Tóquio 2020 e sabe que é muito difícil ingressar nesse grupo.
Mas uma das fórmulas é ampliar o número de modalidade que frequentam o pódio. Em Paris 2024, esportistas brasileiros de 10 modalidades subiram no pódio, contra 12 da edição anterior.
Investimento em outras modalidades
Por isso, investir em esportes que ofertam muitas medalhas, mas onde o Brasil nem sequer chega próximo da disputa por uma das três posições, será um dos pontos a ser atacado pela nova gestão.
— Remo e ciclismo. Pra mim são as duas modalidades que nós temos um potencial gigante. É muita medalha jogada fora. Brasil tem potencial gigante — disse o dirigente durante o programa.
Potencial desperdiçado
Laporta foi além e comparou o desempenho do Brasil com outros países da América do Sul nestas modalidades.
— Eu não consigo conceber que a Colômbia consegue ter um ciclismo forte e o Brasil não consegue. Como a Argentina e outros países da América do Sul conseguem ter um remo forte e nós não conseguimos, com o potencial que nós temos.
Plano de desempenho
Segundo ele, o COB vai procurar as confederações de remo e ciclismo para traçar um plano para que o desempenho nestes esportes venha a crescer e futuramente render medalhas.
— Temos que sentar com essas confederações e fazer estratégias para que a gente possa crescer nessas modalidades para conseguir resultados mais positivos que não tivemos ainda.
Em Paris 2024, o remo distribuiu um total de 42 medalhas. Já o o ciclismo distribuiu 66, incluindo ouro, prata e bronze.