
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (26) a segunda fase da Operação Engodo, que apura um esquema de falsificação de diplomas em nome da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, quatro em Porto Alegre e um em São Paulo (SP). Ninguém foi preso.
Na primeira fase da operação, em junho de 2024, o principal investigado foi detido em flagrante em uma clínica estética na Capital, ao apresentar carteiras de odontologia e biomedicina falsas.
Ao longo da apuração, os policiais também descobriram que o grupo vendia a promessa de revalidação de diplomas obtidos em instituições de ensino estrangeiras, em países como Venezuela, Colômbia, Equador e Estados Unidos.
Segundo a PF, a operação desta quarta-feira visa obter provas que indiquem a participação de terceiros na emissão fraudulenta. A PF estima que mais de 2 mil diplomas falsos de mestrado, doutorado, especialização e cursos em geral tenham sido confeccionados pelo grupo criminoso.
A investigação teve início em 2023, após a UFRGS acionar a PF sobre os documentos falsos.