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Em outra ofensiva contra extorsão de comerciantes no Estado, a Polícia Civil realizou na manhã desta quinta-feira (28) operação contra dois apenados em prisão domiciliar que estavam extorquindo pessoas em cidades do Vale do Paranhana. Assim como na primeira ação em Porto Alegre, os criminosos também faziam ameaças. Foram identificadas pelo menos quatro vítimas que tiveram estabelecimento incendiado e tiros contra as residências.
Sob a coordenação do diretor da Delegacia Regional de Gramado, delegado Heliomar Franco, 15 agentes cumpriram três mandados de busca, dois em Canoas e um em Novo Hamburgo. Os dois detentos, que estavam nesses locais, foram conduzidos pela polícia para prestar depoimentos.
Houve ainda a apreensão de celulares, dinheiro e pequenas porções de drogas. Um dos investigados danificou o telefone no momento da abordagem. Franco destaca que as quatro vítimas identificadas durante 45 dias de investigação são das cidades de Taquara, Igrejinha e Riozinho. Os suspeitos exigiam valores perante ameaça, e houve casos em que o valor chegou a R$ 150 mil.
— Estavam causando pânico na região, com ameaças de morte a comerciantes e empresários também, além de familiares. As extorsões eram praticadas por telefone, mas havia indivíduos que praticavam danos, incêndio, e até disparos de armas de fogo contra as casas e estabelecimentos das vítimas — diz Franco.
A investigação continua. Os nomes das vítimas e dos suspeitos não estão sendo divulgados.