
Antonina Odorcick Franskoviaki, morreu em 23 de janeiro, aos 90 anos, no interior do município de Planalto, no norte do RS, em decorrência de falência múltipla dos órgãos.
Filha de Anastácio Odorcick e Maria Kuffel, Antonina nasceu dia 1º de janeiro de 1935, em Guaporé, na Serra. Aos 18 anos, seguindo a onda migratória para povoar a região norte do Rio Grande do Sul, mudou-se com a família para o interior do então distrito de Planalto – nesta época a região pertencia ao município de Iraí.
A família foi uma das pioneiras da povoação de Planalto e acompanhou o surgimento da cidade, da paróquia e a emancipação do município.
Num baile em que Antonina foi com seu irmão para conhecer as pessoas da comunidade, encontrou seu futuro marido João Franskoviaki.
Formaram uma família de 10 filhos: Silvestre (falecido), Maria, Vitório (falecido), Rita, Lídia, Elias, Pedro, Nelson (falecido), Jacinta e Agostinho. Teve 17 netos e 14 bisnetos. Foram casados por 60 anos, até que Antonina ficou viúva, aos 81 anos de idade.
Sua neta Alice, que sempre morou perto da vó Antonina lembra que “ela era a mulher mais generosa e batalhadora que conhecemos, um exemplo de bondade para toda a família”.
Vida no interior
Morou no interior a vida inteira e trabalhou na agricultura. Os primeiros anos foram intensos e árduos no preparo da terra para as plantações e em todas as atividades coloniais. Ao lado do marido, participava de todas as atividades de pequenos agricultores.
Quando o esposo estava doente, vestia as roupas dele para ganhar forças para trabalhar. Passou três vezes pela dor de perder um filho. Além disso, perdeu o marido e uma nora, mas sempre se manteve alegre e lúcida até o último momento.
Gostava do seu trabalho, de contar seus causos e desenhar. Passava as horas de lazer pintando flores, passarinhos e patos. Sempre ativa na capela da comunidade, participava do Apostolado da Oração e da Legião de Maria. Antonina contava que era ela que limpava a primeira capela da comunidade, que era de madeira.
Também foi uma das representantes das mulheres no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Planalto.