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Assim como em outros casos de morte de ciclistas em Porto Alegre, o arquiteto Joel Fagundes não utilizava capacete quando foi atropelado por um táxi, no domingo. O fato, que virou motivo de discussão nas redes sociais, está longe de ser o responsável pela morte dos ciclistas em casos como esse, segundo os cicloativistas.
- O capacete protege dentro de algumas situações de risco. Se fosse uma queda no meio-fio e a pessoa tivesse batido a cabeça em uma pedra, ela poderia ter sido salva. Mas um choque com veículo pesado em alta velocidade diminui muito as chances - explica André Geraldo Soares, presidente da União dos Ciclistas do Brasil (UCB).
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De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, o uso do capacete não é obrigatório. Essa possibilidade é, inclusive, rejeitada pela UCB, por ser vista como forma de culpar os ciclistas em acidentes envolvendo outros veículos e dificultar o uso da bicicleta como meio de transporte.
Para Pablo Weiss, da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre (ACPA), o uso do equipamento de segurança é "extremamente recomendável", mas não pode ser visto como item determinante para salvar a vida de uma pessoa no caso de um atropelamento:
- Com certeza (o uso do capacete) não o salvaria, em função da massa do veículo e da própria velocidade que ele impõe na via. Nem se ele estivesse de armadura - avalia.
*ZERO HORA