
Renato reclamou da arbitragem depois da derrota por 2 a 1 do Grêmio contra o Santos, neste domingo (11), na Vila Belmiro, pela 15ª rodada do Brasileirão. O treinador gremista culpou o VAR pelo resultado ruim. Disse que o árbitro de vídeo "não pode mais decidir o que é pênalti ou não" e que não está certo chamar o juiz principal nos pênaltis marcados para o Santos e não solicitar a revisão no que poderia ser marcado para o Grêmio.
O protesto de Renato é legítimo. Ele tem o direito de reclamar e de expressar contrariedade com algo que o incomoda. O problema é que o discurso do treinador é incoerente com o que se viu em campo.
Renato pede que a decisão final seja sempre do árbitro e foi justamente isso que aconteceu. O primeiro pênalti marcado para o Santos, ainda no primeiro tempo, foi decidido e resolvido no campo pelo árbitro Bráulio da Silva Machado. Ele percebeu com clareza que Paulo Miranda cometeu a infração. Com o braço esquerdo aberto e à frente do corpo, ele interceptou a bola. O árbitro de vídeo viu o lance e não se meteu. Não chamou Bráulio para olhar no monitor. E isso não significa que tenha decidido pelo juiz do campo.
No pênalti reclamado para o Grêmio, por sua vez, a diferença é que Felipe Jonatan está com o braço direito alinhado ao corpo. Além disso, o jogador do Santos está se fechando no momento do cruzamento de Pepê. A bola bateu no braço, mas a infração não ocorreu pelos motivos citados acima.
Bráulio Machado estava perto da jogada e mandou seguir. Viu, decidiu e resolveu no campo. E o VAR fez a mesma coisa que havia feito no lance de Paulo Miranda. Respeitou a interpretação do juiz por entender que a imagem mostrava o mesmo.
O VAR só foi chamar o árbitro para revisão no segundo pênalti marcado para o Santos no lance envolvendo David Braz e Marinho. A interferência ocorreu porque o defensor atingiu a perna do atacante e a decisão final foi correta de marcar a penalidade.
Eu teria feito o mesmo que Bráulio Machado no campo, até pelo talento teatral irritante de Marinho. O atacante cai e força tanto que sempre deixa a dúvida se foi ou não atingido. Só que eu teria feito o mesmo que o juiz ao olhar o vídeo, pois Marinho realmente sofreu o pênalti.
Esse foi o resumo da atuação da arbitragem e do trabalho do VAR nos principais lances do jogo. Em todos eles, a decisão final foi do juiz principal.