
Não era para ter sofrimento contra um time como o Sportivo Luqueño, lanterna no Paraguai, no Estádio Defensores Del Chaco. Mas o Grêmio cumpriu sua missão. Ganhou por 2 a 1, fora de casa, na estreia da Sul-Americana. Matematicamente falando, ok. O problema foi o enredo: valha-me Deus!
O Grêmio viu o Luqueño ter dois gols anulados pelo VAR e terminou o jogo fechando a casinha, trocando Cristaldo por Camilo. Três volantes, acredite, para segurar o resultado. Com direito a balão para deixar a bola o mais longe possível da área. Não fosse o cabeceio clássico de Braithwaite, para baixo e traindo o goleiro, típico do ótimo centroavante, sei não.
De novo, o Grêmio não fez uma partida segura. O jogo parecia fácil, após Arezo fazer 1 a 0 de pênalti, sofrido por Cristaldo. Aí veio um gol bizarro de Santander, dado pelo Grêmio, após cobrança de lateral. Lance de quinta série. Jemerson ficou olhando a cobrança. O time estava todo na frente. Inadmissível sofrer um gol assim.
A partir daí, o Grêmio pareceu se perder emocionalmente. Espaçado, errando passes, com uma dificuldade terrível de criar no ataque e de sair jogando com zagueiros e laterais, o Grêmio quase cedeu o empate. Defendeu-se mal, um problema na temporada. Tomou pressão do lanterna paraguaio.
Pavon e Amuzu, como ponteiros, não assustam. Em dois minutos, no lugar de Pavon, Kike Olivera achou o passe para Braithwaite. Fez mais do que Pavon o jogo todo. Jemerson tomou um baile do veterano e acima do peso centroavante Santander. Por sorte, o adversário era péssimo, candidato à lanterna do grupo.
Bem, mas é melhor organizar o time ganhando do que perdendo. E o Grêmio venceu, fora de casa, ainda quem meio atrapalhado. E já são duas vitórias seguidas, somando o Galo em casa, pelo Brasileirão. O Grêmio vai se classificar na Sul-Americana. O grupo é fácil. Porém, em algum momento, terá de jogar bem. Não seguirá ganhando com tão pouco futebol.
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