
Em meio à crise de popularidade e recorde de desaprovação do atual governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta quinta-feira (3) o balanço dos dois primeiros anos do seu terceiro mandato. Na solenidade, ele comentou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a uma série de países, entre eles, o Brasil.
No evento com slogan "Brasil dando a volta por cima", que reuniu ministros, aliados e parlamentares, Lula destacou que o governo brasileiro irá "responder a qualquer iniciativa de impor protecionismo".
— Tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e os nossos trabalhadores brasileiros, tendo como referência a lei da reciprocidade econômica aprovada ontem (quarta-feira) pelo Congresso — afirmou Lula.
Em outro momento, o mandatário alfinetou o ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto enaltecia os resultados. Lula citou o caso em que o antecessor prestou continência à bandeira dos Estados Unidos.
— (Somos um país) que não tolera ameaça à democracia, que não abre mão da sua soberania, que não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a bandeira verde e amarela, que fala de igual para igual e que respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos, mas que exige reciprocidade no tratamento — afirmou.
Balanço do governo
Durante o evento, a atual gestão de Lula destacou o retorno do país ao top 10 de economias mundiais, "a menor taxa de desemprego dos últimos 12 anos", e o maior crescimento do salário mínimo nos últimos seis anos — estipulado em R$ 1.518 atualmente.
— O Brasil é um país que volta a sonhar e ter esperança. Um Brasil que dá a volta por cima e deixa de ser o eterno país do futuro para construir hoje o seu futuro, com mais desenvolvimento e mais inclusão social, tecnologia e mais humanismo — disse Lula durante o seu discurso.
Outro resultado comemorado foi a isenção do Imposto de Renda de 10 milhões de pessoas com renda de até dois salários mínimos. A apresentação também destacou o projeto de lei encaminhado ao Congresso para ampliar a faixa de isenção trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil.
Na Saúde, foi anunciado recorde no número de cirurgias eletivas realizadas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS): foram 14 milhões de procedimentos, conforme o balanço. O governo ainda classificou o SUS como "o maior sistema de saúde pública do mundo".
A apresentação dos resultados e o discurso de Lula foram acompanhados pela primeira-dama, Janja, pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, pelo ministro da Secretaria da Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
*Produção: Lucas de Oliveira