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Após ter sido iniciado em 2023 com apenas duas turmas, o projeto Escola do Amanhã teve um 2024 de grande crescimento. Os números apresentados nesta quinta-feira (27) pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (Simecs) apontaram o atendimento de 652 jovens. Um total de 30 instituições participaram das atividades e articularam os 2,7 mil atendimentos feitos para conexão entre alunos, mentores e empresas.
Além de se familiarizarem com o ambiente da indústria, os participantes tiveram noções de robótica, metrologia, programação e educação financeira, com 1.304 horas de curso. Também foram realizadas atividades que envolvem ética, resiliência e visão de futuro, conhecimentos incluídos no currículo a fim de possibilitar crescimento pessoal e cidadão, ajudando no cumprimento do objetivo central do projeto, que é conectar os jovens de 14 a 16 anos de idade ao mundo do trabalho e facilitar a entrada deles no mercado.
O presidente do Simecs, Ubiratã Rezler, acredita que, apesar de recente, o projeto já se tornou um vetor de transformação de realidades e projeção de carreiras em todos os setores da economia. Um dos meios para chegar a essa condição foi a disseminação de informação sobre as empresas, especialmente da indústria, quebrando preconceitos e apresentando as possibilidades do setor.
— Uma grande parcela disso é a visão do jovem sobre o que é uma indústria. Por desconhecimento, ele não tem como dizer o que é, pois ele não conhece. O que nós queremos é que ele mude essa percepção, mostrando para ele que a indústria é um belo lugar, onde ele pode fazer um futuro transformador olhando para a sua vida e para a vida da sua família – aponta Rezler.
O crescimento visto no ano passado deve se intensificar em 2025. O fato do Escola do Amanhã ter sido um dos projetos mais votados na Consulta Popular 2024 possibilitou a liberação de recursos para a iniciativa, e fará com que ela atenda mais municípios. Segundo Rezler, o objetivo é chegar a oito novos centros já neste ano. Para o presidente do Simecs, o aprendizado acumulado mostra que a ideia fará mais sentido se atender mais jovens e cidades:
– Se nós não fizermos um movimento nesse formato de escala, não faz sentido. Não tem por que a gente fazer um projeto que só fique centrado em nosso município. Estamos com uma fala muito próxima com a Fiergs para que nós possamos dar escala para um projeto tão bonito, que não é do Simecs. É um projeto da indústria, das entidades envolvidas e da sociedade.