A Rússia acusou a Ucrânia, nesta segunda-feira (31), de atacar e danificar infraestruturas energéticas, violando o frágil acordo anunciado na semana passada pelos Estados Unidos que proíbe ataques a estas instalações.
"A continuidade dos ataques deliberados das forças ucranianas contra instalações energéticas russas demonstra a total falta de comprometimento do regime de Kiev com suas obrigações relacionadas à resolução do conflito", denunciou em um comunicado o Ministério da Defesa.
Após vários dias de negociações separadas com ucranianos e russos, os Estados Unidos divulgaram dois anúncios na semana passada mencionando a suspensão dos ataques a usinas de energia dos dois lados. Porém, não mencionaram nenhuma data ou condição.
Desde então, Ucrânia e Rússia acusam-se mutuamente de violar o acordo.
A Rússia acusou as forças ucranianas de danificar duas infraestruturas no domingo, provocando a "desconexão" de duas linhas de alta tensão na região da fronteira de Bryansk e cortes de energia.
Antes do anúncio dos Estados Unidos, em 18 de março, após uma conversa telefônica com Donald Trump, o presidente russo Vladimir Putin anunciou uma suspensão imediata de 30 dias nos ataques a instalações de energia ucranianas.
Nessa conversa, Putin rejeitou a proposta dos EUA de um cessar-fogo incondicional de um mês, trégua que a Ucrânia aceitou sob pressão de Trump.
A Rússia, cuja operação militar na Ucrânia deixou centenas de milhares de mortos e feridos, provocou destruições intensas na Ucrânia em 2022, principalmente na rede elétrica, deixando milhões de pessoas sem energia ou aquecimento.
A Ucrânia responde lançando regularmente drones para atacar infraestruturas energéticas em território russo, especialmente refinarias e depósitos de combustível.
* AFP