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O papa Francisco, hospitalizado desde sexta-feira (14) devido a uma bronquite, assistiu à missa dominical no hospital neste domingo (16), e não pode fazer sua tradicional oração do Angelus da sacada da Praça de São Pedro, anunciou o Vaticano.
O pontífice argentino, de 88 anos, foi internado no hospital policlínico Agostino Gemelli, em Roma, com bronquite, um dos vários episódios desta condição ou de gripe que sofreu nos últimos anos.
O Vaticano afirmou no sábado (15) que os exames médicos mostraram "uma infecção nas vias respiratórias" e que os médicos prescreveram "repouso absoluto" a Francisco, embora os exames indicassem uma melhora em sua condição.
O papa não pôde participar da missa de domingo na Basílica de São Pedro, nem liderar a oração semanal do Angelus, e enviou uma mensagem pedindo desculpas a um grupo de artistas e outras personalidades que ele deveria encontrar.
"Eu gostaria de estar entre vocês, mas, como sabem, estou aqui no hospital Gemelli porque ainda preciso tratar minha bronquite", escreveu.
Durante a missa, o cardeal José Tolentino de Mendonça leu a homilia de Francisco.
— Vivemos em uma época em que novos muros estão sendo erguidos, em que as diferenças se tornam um pretexto para a divisão, em vez de uma oportunidade para o enriquecimento mútuo — disse o cardeal.
— Mas vocês, homens e mulheres do mundo da cultura, são chamados a construir pontes — acrescentou.
O chefe do escritório de saúde da Conferência Episcopal Italiana, Massimo Angelelli, disse à AFPTV que é "absolutamente necessário que (Francisco) recupere suas forças", pois "o Jubileu é longo".
A Igreja Católica designou 2025 como um "Ano Santo", e espera-se que mais de 30 milhões de peregrinos se reúnam em Roma para as celebrações.
O Jubileu, organizado a cada 25 anos, é visto como um período de conversão e penitência para os fiéis, e é acompanhado por uma longa lista de eventos culturais e religiosos.
Apesar de seus problemas de saúde, incluindo dores no quadril e no joelho que o obrigam a se locomover em cadeira de rodas, o papa manteve uma agenda cheia.
* AFP