
A estreia na Libertadores mexeu novamente na grande discussão do Inter desde o início da temporada. Borré e Valencia, os dois atacantes renomados que estão no elenco treinado por Roger Machado, seguem disputando a titularidade no grupo.
Mas no jogo complicado contra o Bahia só um deles resolveu para o Inter. Em um duelo importante, no contexto de uma competição internacional, impossível não levar em consideração o poder de decisão de um atleta para decidir se ele será titular ou não.
Importante destacar que a diferença de rendimento entre Valencia e Borré não se deu isoladamente no jogo de quinta. A superioridade do equatoriano tem se consolidado nesses primeiros quatro meses da temporada.
Por enquanto, Enner marcou mais gols, foi essencial em momentos decisivos e, aparentemente, tem reencontrado seu melhor futebol. Além disso, na data Fifa, Valencia marcou dois gols pela seleção equatoriana, fazendo jus ao seu protagonismo no futebol sul-americano.
Em contrapartida ao ótimo momento de Valencia, Borré não rende no mesmo nível do ano passado. Está longe de ser um jogador que atrapalhe o time ou que não tenha condições de ser titular. Ele segue como um dos principais jogadores do elenco.
Porém, seu principal concorrente está fazendo gols. E o Inter precisa de um jogador que coloque a bola para dentro e desequilibre em momentos difíceis, como foi na estreia pela Libertadores.
Em um cenário ideal essa dúvida não existe. Seria incrível encontrar um esquema em que os dois jogadores pudessem atuar juntos. Mas o melhor momento colorado aconteceu com a formatação atual. Por isso, não seria inteligente mudar toda a mecânica da equipe para beneficiar dois atletas.
Nada pode ser maior do que é dito pelo campo. Podem existir teorias, bastidores ou coisas do tipo. Mas o que acontece durante 90 minutos é a resposta mais importante para que decisões sejam tomadas.
O campo escala Valencia. Até aqui, a gestão de Roger Machado foi compreensível. A partir de agora, o time titular tem que contar com a presença do equatoriano.