Falta pouco
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A menos de 36 horas do referendo na Catalunha (proibido pela Justiça espanhola),dirigentes separatistas explicaram como será realizada a votação diante do aparato policial e judicial em torno de sua organização. Após cinco anos pedindo a consulta sobre a independência dessa região de 7,5 milhões de habitantes, reiteradamente rejeitada pelo governo espanhol de Mariano Rajoy, o presidente catalão Carles Puigdemont decidiu levá-la adiante, desobedecendo as proibições judiciais. Os defensores do "Sim" à independência intensificaram seus esforços para obter uma mediação de Bruxelas.
Crise EUA-Cuba
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Do lado de cá do Atlântico, a tensão diz respeito a EUA e Cuba. O governo americano anunciou nesta sexta-feira sua decisão de retirar mais da metade do pessoal de sua embaixada em Havana, em razão de "ataques específicos". Em comunicado oficial, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, garantiu que a Casa Branca vai manter as relações com Cuba, mas espera que os caso seja investigado em profundidade. De acordo com denúncias, no último ano, 21 diplomatas americanos sofreram sintomas que variaram de dores de cabeça a edemas cerebrais devido a "ataques específicos" aparentemente com dispositivos acústicos ou ultrassônicos, que permanecem misteriosos. Em consequência, a embaixada na capital cubana suspendeu a emissão de vistos para os Estados Unidos "por tempo indeterminado", embora o departamento de Estado elabore mecanismos para que os cubanos possam solicitar os documentos em outros países.
Duas rápidas de EUA
O governo americano também anunciou hoje que não reconhece o referendo "unilateral" de independência do Curdistão iraquiano, realizado na segunda-feira. Ganhou o "sim" ao separatismo.
A Casa Branca também tem sido muito criticada pela demora em atender à crise humanitária em Porto Rico. Agora, o governo de Donald Trump intensificou seus esforços de socorro nesse território do Caribe arrasado pelo furacão Maria.
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