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A folia de Carnaval tem um custo e não só o dos abadás que garantem horas de bebida liberada. É preciso estar atento ao consumo alcóolico que aumenta nesta época e que, conforme a quantidade ingerida, pode determinar os prejuízos físicos e mentais do dia seguinte.
Depressor do sistema nervoso central, o álcool causa sensação inicial de relaxamento e euforia, mas também afeta a coordenação motora e interfere na avaliação de riscos.
A receita para reduzir os danos é intercalar o consumo de álcool com água para que a substância química não fique tão concentrada na corrente sanguínea. E, assim, não sobrecarregue o fígado e os rins, órgãos prejudicados pelo consumo em excesso, segundo a médica Claudia Fochesato, coordenadora da Medicina Preventiva da Unimed Serra:
— O consumo aumenta a diurese (quantidade de urina eliminada) e isso pode levar à desidratação. Dilata os vasos sanguíneos e interfere na regulação da temperatura corporal. Acelera a frequência cardíaca e a associação com bebidas energéticas pode potencializar o risco a pessoas que são suscetíveis a arritmias cardíacas. O consumo de água minimiza os efeitos.
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Após o consumo é preciso enfrentar o cansaço físico e também o mental. De acordo com o psiquiatra Carlos Alves de Mesquita, o bombardeio da substância química no cérebro repercute por horas seguintes à ingestão:
— É o estresse químico que se manifesta por inflamação e que determina o envelhecimento precoce das células. Ressaca é a depressão pós uso que lentifica dos funcionamentos cerebrais em função da intoxicação do cérebro. Por isso a importância de se hidratar bem para que ele não agrida tanto o sistema nervoso central.
Cuidados com a alimentação
Carboidratos e frutas ricas em água ajudam a manter a energia e evitar quedas bruscas de glicose, outro risco da ingestão exagerada de álcool. Depois da folia, para dar um alívio ao fígado, alguns alimentos são recomendados como sucos de vegetais (couve, cenoura, espinafre, pepino e gengibre) e frutas ricas em potássio como como melão, melancia e mamão.