
O resultado efetivo do PIB do Rio Grande do Sul foi ainda maior do que o projetado pelo estudo do FGV Ibre. Conforme o Departamento de Economia e Estatística (DEE), o crescimento no ano da catástrofe climática foi de 4,9%, enquanto o estimado era de 4,2%.
A surpresa havia começado ainda no resultado do segundo trimestre, que trouxe a "boa notícia" de uma perda de apenas 0,3% a coluna já havia alertado para a diferença entre estoque e fluxo.
No Estado, as perdas de estoque de capital – ou seja, de estrutura produtiva, tanto pública quanto privada – foram imensas, mas no fluxo houve até aceleração para repor as perdas da enchente de maio. Essa é uma parte relevante da explicação.
Outra foi o fato de a safra de soja ter sido preservada, porque cerca de 90% já estava colhida antes da inundação. E mais uma grande contribuição veio de doações, que ajudaram a movimentar o comércio e dar impulso ao setor de serviços.
É melhor ter PIB forte depois de uma catástrofe do que o oposto. Mas é preciso levar em conta que não só ainda há muito a reconstruir no Rio Grande do Sul como o Estado precisa atuar sobre as causas de seu crescimento histórico inferior aos dos vizinhos do Sul.