
O Grêmio segue perdido em seu labirinto. Levou 2 a 0 do Ceará e repete erros que tornam cada partida um martírio. Há espaços demais entre as linhas, há distância demais entre os jogadores, há excessos de bolas longas e há total falta de processos coletivos.
Neste momento, ainda é impossível perceber a identidade do time de Gustavo Quinteros. Ele veio com uma ideia, mas as circunstâncias e as peças o fizeram migrar para um jogo direto e de força. Só que, com tanto espaço sobrando no campo, não há força que dê conta. Tanto é que nos últimos nove jogos, o Grêmio levou gols em todos. São 14 ao todo nesse recorte.
O que começa atrasado, por óbvio, fica pronto mais tarde
É preciso compartilhar as responsabilidades, embora a maior parte delas seja do técnico. Mas esse Grêmio reconstruído começou a ser moldado com atraso. Foram 20 dias de espera até o anúncio do técnico e quase 40 para entregar a ele os seis novos titulares. O que começa atrasado, por óbvio, fica pronto mais tarde. O Grêmio se remontou com a fase quente do Gauchão batendo à porta e a Copa do Brasil se iniciando. Não houve tempo para treinar ali atrás e, quando houve, flexibilizou-se demais as folgas.
O ponto é que Quinteros ainda não encontrou uma forma para este seu Grêmio e precisará buscá-la sem espaço na agenda para treinar. Na terça, há o Atlético Gral e, domingo, o Flamengo. E uma semana depois, um Gre-Nal, o que só faz a lupa ficar ainda mais em cima do técnico argentino.
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