
Era preciso pontuar na Bahia, para encaminhar a vaga no Beira-Rio contra os dois Nacionais, naquela máxima da Libertadores de que é preciso fazer o 100% em casa. A missão, assim, foi cumprida com o 1 a 1 na Fonte Nova.
Mas o Inter entendeu, no segundo jogo seguido, que a turma e a régua são outras. Assim como contra o Flamengo, o Inter fez um jogo de resistência. Com a diferença de que o Bahia, evidentemente, é menos do que o Flamengo e ofereceu mais espaços.
Porém, esse Bahia foi protagonista, principalmente, no segundo tempo, quando controlou, teve mais volume e o dobro de arremates (10 contra cinco). O jogo teve contornos muito parecidos com os do Flamengo.
Fernando fechou a linha de cinco em boa parte da noite, Thiago Maia entrou para fechar mais o corredor no segundo tempo e Ronaldo entrou para ser um guardião na frente da linha de cinco. O Bahia, ao contrário do Flamengo, porém, deu espaços generosos para o contra-ataque. O que deixou o jogo intenso, aberto, agradável de ser visto.
Rogério Ceni e Roger são dois técnicos dotados de alto domínio tático do jogo e duelaram a noite toda. À medida em que Ceni colocava jogadores para ficar mais agudo, Roger respondia com trocas que deixavam o Inter mais parrudo trás e ágil para sair.
O gol do Bahia, em jogada costurada, mostrou o acerto de Ceni. O gol do Inter, com o gol tendo surgido em cruzamento de Bernabei para Aguirre, finalizado pelo arremate de Enner, mostrou que a resposta de Roger deu resultado.
Em suma, vimos um senhor jogo, com intensidade, movimentos táticos e, olha só, com dois técnicos brasileiros da nova geração dotados de muito conteúdo. O futebol brasileiro respirou em Salvador.
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