
A turma mudou, e o Inter precisou se adaptar. A mudança de postura está diretamente relacionada aos adversários enfrentados. Tanto Flamengo quanto Bahia são times de volume ofensivo e de características parecidas, embora de quilates distintos.
Outra coincidência nesses dois jogos é de que ambos foram fora de casa, o que sempre demanda mais cuidados defensivos. O ponto é que Roger manteve a ideia de um jogo de transição, mas com muito mais cuidados defensivos. O lado positivo disso tudo é de que, em seu conceito de futebol, jamais abre mão do ataque.
O Inter desta última semana se resguardou mais, mas sem abdicar do ataque. A linha de cinco atrás formada com Fernando nas duas partidas mostra que há mais cuidado atrás e responde a uma demanda imposta por adversários de outra prateleira em relação aos do Gauchão.
Maratona colorada
Neste domingo (6), contra o Cruzeiro, a tendência é de que o torcedor reencontre um Inter mais ofensivo e com linhas mais adiantadas. Também deverá ver um time já com reflexos da maratona que se inicia.
Nomes como Fernando e Bruno Henrique, por exemplo, devem ter menos minutos ou mesmo descanso. São apenas 72 horas entre Salvador e o Beira-Rio, com um jogo decisivo contra o Atlético Nacional na quinta (10).