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Depois do Carnaval, ali entre as finais dos Estaduais, a CBF promoverá o Congresso Técnico do Brasileirão. É a reunião que coloca à mesa os 20 clubes da Série A.
No ano passado, por exemplo, foi aprovada a ampliação da cota de estrangeiros por time para nove.
Há alguns pontos que, embora não sejam decididos no Conselho, estarão na pauta para debate e provocarão muita discussão: fair play financeiro e gramado sintético.
A tendência é de que esses temas sejam trazidos, discutidos e postergados para uma nova rodada de conversa no Conselho Nacional de Clubes, revela uma fonte ouvida pela coluna muito próxima dessas reuniões.
O fair play financeiro já vem aparecendo nas discussões do Congresso Técnico. Geralmente, é trazido por um clube que sua bicas para manter seu equilíbrio financeiro.
Ele reivindica um controle maior na gastança de dinheiro de quem recebeu aporte de um investidor ou de quem gasta o valor que não tem.
Neste ano, a reivindicação deve vir de um peso pesado, o Flamengo, que já reclamou publicamente da necessidade de um fair play financeiro diante da transformação pela qual passam clubes vitaminados por donos bilionários (no caso, o Botafogo). Isso pode trazer peso para o debate.
Pauta dos jogadores
O outro ponto a ser debatido é o gramado sintético, assunto que ganhou a pauta a partir do protesto dos principais jogadores do país, liderados por Neymar.
A proibição desse tipo de piso já foi discutida em temporadas anteriores. Quem tem grama natural reclama da vantagem técnica de quem joga sempre no artificial e aponta injustiças, pelo fato de gastar alto para manter seu campo e precisar jogar em um piso estranho aos seus atletas.
Pedem, por isso, a uniformização do piso no Brasileirão, como acontece nas principais ligas, como a Premier e a La Liga, em que há padrão de tipo de gramado e milimetragem.
Em congresso passado, por exemplo, o Atlético-MG teria lançado o tema, protestando contra os sintéticos. Um ano depois, os mineiros estão em fase final de instalação do seu gramado artificial.
Isso, aponta a fonte ouvida, é sempre debatido conforme a conveniência. O que explica, bastante, a razão de ainda não termos uma liga unificada.