
A melhor semana dos últimos tempos. Parece letra de música, mas é a melhor definição para esses dias do Inter que antecedem o Brasileirão. Em um período de sete dias, além de derrotar o Vitória na Copa do Brasil, o clube fechou a troca do lateral Zeca por Sasha, um jogador de 22 anos e campeão olímpico por um atacante de 27 que, por implicância, a torcida acabou tornando símbolo dos desastres recentes do clube. Depois, veio a contratação de Lucca, um meia-atacante que agregará qualidade ao setor ofensivo.
Parecia suficiente, mas o vice de futebol Roberto Melo ainda alinhavou, na conversa com o Corinthians para trazer Lucca, a ida de Roger para Itaquera. Essa é uma negociação em que todos saem satisfeitos. O Inter por encaminhar um jogador que não aconteceu aqui, embora todo o seu esforço e comprometimento; o Corinthians, por ganhar o centroavante que queria levar já no final do ano passado; e o jogador, por ganhar a chance de respirar novos ares em um time acostumado e moldado para abastecer um camisa 9 de área como ele.
Roger é um grande sujeito. Percebe-se à distância seu alto nível. Só que chegou na hora errada ao Inter. O time ainda está em formação e levará tempo para absorver um jogador estritamente de área como ele. Sem contar que a urgência colorada não oferece tempo para esperar que ele recupere a forma.