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Toda abertura ou ampliação de mercado é importante para a indústria de carnes do Brasil, e não poderia ser diferente com o anúncio do Vietnã da retomada das compras de pés de frango e da abertura para miúdos. Com 100 milhões de habitantes, a nação asiática tem demanda e valoriza esses itens que não estão em todos os cardápios globais. Avalia-se que existe um potencial de que possa compensar parte da perda gerada ao Rio Grande do Sul por conta da suspensão que se mantém por parte da China – também destino desses produtos específicos.
O fechamento temporário veio com a confirmação do caso da doença de Newcastle em julho do ano passado. Sete meses depois, e apesar do registro único, prontamente controlado e com todos os requisitos cumpridos, o país asiático e outros importantes compradores do produto gaúcho, com o Chile, seguem com as importações suspensas.
— O Vietnã pode ser um compensatório, até porque são partes do frango que nem todos importam, dependerá dos volumes. Mas não podemos abrir mão de que a China e outros países normalizem — observa José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).
Comitiva chilena esperada
Os embargos são apontados como o principal motivo para o recuo de 6,3% registrado no volume dos embarques de frango do Rio Grande do Sul no ano passado. E ainda persistem, apesar de não existir mais nenhuma razão técnica para isso.
Na última terça-feira (25), então na condição de governador em exercício, o vice Gabriel Souza tratou do tema em reunião com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua. E reforçou a relevância do avanço nas negociações com mercados considerados estratégicos, como a China e o Chile, “para garantir a competitividade do setor”.
Pelo acordo sanitário firmado, a reabertura do Chile depende da vinda de uma missão Estado. Há um indicativo de que possa ocorrer em abril. No caso da China, isso não é necessário.