
A Polícia Civil tenta esclarecer as circunstâncias que levaram ao acidente que causou sete mortes e deixou 26 feridos durante uma viagem de alunos do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Imigrante, no Vale do Taquari, na sexta-feira (4).
A principal hipótese investigada no momento é de que possa ter acontecido uma falha mecânica, fazendo com que os freios não funcionassem.
Segundo o delegado da Polícia Civil José Romaci Reis, responsável pela investigação, além dos depoimentos, as análises do Instituto-Geral de Perícias (IGP) são consideradas essenciais para elucidar o que levou ao acidente.
Ainda na sexta, o motorista que conduzia o ônibus foi ouvido preliminarmente pelos policiais. O condutor poderá ser ouvido novamente para fornecer mais detalhes sobre o caso.
Conforme o delegado, o motorista, de 42 anos, confirmou a versão de que não conseguiu parar o coletivo, em razão da falta de freios.
— O motorista disse que estava com problema de freios. Aí ele começou a andar, disparar carro morro abaixo. Não conseguiu mais frear. Procurou área de escape para tirar da pista e ver se conseguia parar. Mas não sabia que tinha barranco logo ali na frente — diz o delegado.
— Ele não conhecia a área. Ele viu uma área longa, plana. E, realmente, tinha uns 50 metros de área plana. Mas o ônibus estava numa velocidade considerável, acabou correndo e caiu na ribanceira — acrescenta Reis.
Além do motorista, a polícia pretende ouvir todos os passageiros que estavam no ônibus. No entanto, em alguns casos, será necessário aguardar a recuperação dos acidentados.
Perícia no ônibus
O ônibus foi retirado do local neste sábado (5), por volta das 18h, com o auxílio de caminhão guincho. O coletivo foi transferido para um depósito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), segundo Reis.
Esse procedimento era necessário para realizar a perícia em relação aos freios, conforme o delegado. Agora, é preciso esperar o resultado da análise. Mais cedo, antes da remoção, ele havia reforçado a importância desse processo para avanços na investigação:
— Assim que retirar o ônibus, vai para o depósito do Detran e lá no depósito o IGP fará a perícia. No local, não é possível realizar essa perícia para verificar essa questão dos freios —explicou Reis.
Ainda na sexta-feira, o IGP esteve no local, onde fez o levantamento do acidente, especialmente na questão relacionada às vítimas e à dinâmica. Somente após essas novas análises e a oitiva dos depoimentos a polícia deve concluir sobre eventual responsabilização.