
A Polícia Civil começa a ouvir, nesta terça-feira (4), testemunhas do tiroteio registrado na madrugada de segunda na danceteria Stuttgart, no bairro Santana. Até agora, apenas duas pessoas que estavam presentes no local deram declaração formal a polícia. Ambas negaram participação no fato e nenhuma deu detalhes sobre o ocorrido. Outras 20 pessoas que presenciaram o crime já foram identificadas e estão sendo intimadas a depor. A polícia relata dificuldade na identificação de testemunhas e afirma que muitas delas não querem prestar depoimento por envolvimento no caso ou por medo de represálias.
Dois feridos ainda seguem em atendimento no Hospital de Pronto Socorro da Capital. Nenhum deles corre risco de morte. Segunda a polícia, 16 pessoas ficaram feridas e precisaram ser atendidas. Tiago Querubim Silveira, de 19 anos, que estava internado na UTI do HPS em estado grave acabou morrendo no fim da manhã. Conforme a polícia, o jovem já tinha antecedentes criminais, foi preso pelo menos quatro vezes e seria integrante de umas das gangues rivais que entrou em confronto no local.
Segundo a investigação, gangues do bairro Agronomia e Avenida Princesa Isabel entraram em confronto dentro da boate. O segurança da casa noturna teria sido rendido por integrantes de um dos grupos, que deram início ao tiroteio.
"Dois indivíduos teriam rendido o segurança da festa e assim que visualizaram os alvos deles começaram os disparos. Temos a informação de que houve revide, que outras pessoas já estariam armadas dentro da boate, mas as circunstâncias e motivação ainda estão sendo investigadas”, afirma o delegado responsável pelo caso, Filipe Borges Bringhenti.
Cinco pessoas foram presas em flagrante e encaminhadas ao presídio Central, em razão de confronto com a Brigada Militar no bairro Agronomia. A ligação deles com o tiroteio da boate ainda é investigada.
A direção da Stuttgart informa que está fornecendo todas as informações necessárias a polícia e que tenta identificar os feridos para oferecer auxílio. A casa ressalta que o local tem revista por detector de metais na entrada, mas garante que o segurança foi rendido pelos criminosos. O local tinha câmeras de segurança, mas elas não estavam em operação no momento do crime.