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O ex-governador José Ivo Sartori (MDB) se manifestou em sua conta no Twitter, nesta quarta-feira (6), sobre a reportagem publicada em GZH acerca da evolução das finanças do Estado em sua gestão — que registrou o maior déficit orçamentário (despesas acima da receitas) dos últimos 16 anos. Embora tenha criticado o jornal, Sartori reconheceu que o texto "tem contrapontos e análises" e não apontou nenhum erro nos dados.
O ex-chefe de Estado declarou que "a manchete de capa e o enfoque editorial são claramente destrutivos" e que "não houve abordagem desse gênero nem mesmo com governos que agravaram a situação financeira do Estado".
Ainda segundo Sartori, sua administração "reduziu um rombo projetado de R$ 25 bilhões para R$ 8 bilhões" no acumulado dos quatro anos de mandato. Ele também cita pontos como a redução de gastos e o pagamento dos reajustes salariais aprovados na gestão anterior. O emedebista disse ter enfrentado "a maior crise econômica da história do país", o que consta na apuração de GZH, ao expor a queda brusca na arrecadação ocorrida em 2015.
Sartori afirmou ter entregado "um Estado muito melhor do que recebemos". E concluiu dizendo que seguirá com a "postura discreta e colaborativa, permitindo que o novo governo cumpra o seu papel".
Leia a manifestação de Sartori na íntegra:
"Hoje o Grupo RBS dirige mais um ataque editorial à minha reputação e do nosso governo. Isso começou a acontecer logo depois da eleição. Não sei quais interesses os motivam, mas é algo injusto, além de notadamente orquestrado.
O rombo das contas públicas não pode ser pessoalizado. Isso é irresponsável do ponto de vista jornalístico e histórico, parte de uma cultura destrutiva e que sempre tenta desunir os gaúchos. Fomentam confrontos e polêmicas por meio de algo artificial, que não se sustenta.
A matéria tem contrapontos e análises, mas a manchete de capa e o enfoque editorial são claramente destrutivos. Não houve abordagem desse gênero nem mesmo com governos que agravaram a situação financeira do Estado.
Essa tentativa de desconstrução não irá sobrepor-se a tudo o que construímos juntos. Nosso governo reduziu um rombo projetado em R$ 25 bi para R$ 8 bi. Fizemos a maior reforma administrativa da história. Reduzimos gastos, cortamos cargos e secretarias e recuperamos financiamentos. Nenhum outro Estado fez tanto em quatro anos.
Pagamos todos os aumentos deixados pelo governo anterior, além do crescimento vegetativo da folha. Enfrentamos a maior crise econômica da história do país. E, mesmo assim, entregamos um Estado muito melhor do que recebemos.
Avançamos nas negociações do Regime de Recuperação Fiscal e adotamos diversas medidas de médio e longo prazo, algumas das quais estão tendo continuidade.
Seguirei com minha postura discreta e colaborativa, permitindo que o novo governo cumpra o seu papel. Mas não posso calar diante de um enfoque editorial eivado de injustiça. Vamos em frente. O Rio Grande é maior! Vida que segue.
José Ivo Sartori"
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