A pretexto de celebrar os 10 anos do PT no poder, os principais líderes do partido protagonizaram no Teatro do Bourbon Country uma prévia da campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff. Comandado pelo ex-presidente Lula, que esbanjou tiradas espirituosas e arrancou gargalhadas da plateia, o ato foi uma ode aos governos petistas.
Já na entrada, 16 monitores de TV mostravam as realizações dos 10 anos no poder, com destaque para os 36 milhões de brasileiros que saíram da miséria, as 290 escolas técnicas, o Prouni e o aumento do salário mínimo. Atrás do palco, um painel com a imagem de Lula e Dilma como gêmeos siameses e a inscrição "Dez anos de governo do povo, para o povo, pelo povo".
Lula começou lendo mensagem de uma estudante agradecendo a oportunidade de estar na universidade, graças ao Prouni. Falou de política internacional, do protagonismo do Brasil e da necessidade de o país ter boas relações com os países da América Latina. Minimizou os problemas, ironizou os críticos e disse que "alguns companheiros" da imprensa não compreendem o Brasil.
- Não há no mundo nenhum país que tenha a solidez e a perspectiva de futuro que tem o nosso país - discursou Lula.
Vestida de vermelho, Dilma foi a ultima a falar e começou pela frase final de Lula, que pediu aos companheiros para pensarem o que seria o Brasil sem o governo do PT.
Sem o brilho de Lula, Dilma fez um discurso sóbrio, quase monótono, com raros momentos de descontração. Um deles, quando cumprimentou o presidente do PT gaúcho, Raul Pont, pelos 69 anos completados ontem. Chamou-o de Raulzão e brincou:
- Você está muito conservado. Sempre pensei que você tivesse a minha idade.
Por fim, citou o poema Das utopias, de Mario Quintana:
- Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas - finalizou.