
Suspenso após falta de interessados, o projeto de concessão da Maesa será revisado ao longo deste mês para, entre outros pontos, prever uma área de estacionamento dentro do complexo. Contudo, um ofício de março de 2023 já apontava a necessidade de discutir a questão. O documento foi assinado por Sandro Bossardi, então conselheiro suplente no Conselho Municipal do Planejamento (Conseplan) pela União das Associações de Bairro (UAB), e enviado à Câmara de Vereadores para debate.
O texto sugere uma análise de demanda, uma vez que até mesmo secretarias necessitam de área de estacionamento e cita empreendimentos como farmácias, shoppings e supermercados, que se instalam somente se houver estacionamento. Outro apontamento é o conceito de "no parking, no business" (sem estacionamento, sem negócio), utilizado no mercado norte-americano.
O projeto completo de concessão da Maesa, apresentado também em 2023, previa ao menos três áreas de estacionamento. O conceito, apresentado por um escritório de Caxias após um chamamento público, gerou resistências na época, inclusive sobre a implantação de estacionamento em um imóvel tombado pelo Patrimônio Histórico. A partir daí houve a mudança para a proposta de concessão parcial, contemplando a área do Mercado Público.
Em entrevista à Gaúcha Serra na semana passada, o vice-prefeito Edson Néspolo, que não estava na gestão anterior, admitiu que essas questões foram avaliadas agora, devido à falta de interessados.
Maesa+Magnabosco
Em aparte durante discurso de Rafael Bueno (PDT) apontando a necessidade de conservação da Maesa, o vereador Capitão Ramon (PL) sugeriu ceder parte do complexo ao fundo detentor da dívida do Caso Magnabosco. O objetivo seria pagar parte do saldo devedor.