
A administração do aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias, tem notado um aumento na quantidade de animais capturados na área do complexo. Isso porque o lixo depositado no terreno tem atraído diversas espécies. A presença de animais gera risco para as operações aéreas.
A equipe contratada pelo aeroporto para o controle de fauna e flora já capturou ratos, cachorros, gatos e aves, especialmente quero-queros. Nesta quinta-feira (27), um furão foi retirado da área. Animais que cruzam a pista durante o pouso ou a decolagem de uma aeronave podem causar acidentes graves, além dos eventuais custos operacionais gerados pelos danos nas aeronaves.
A vigilância da circulação de animais é uma determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que fiscaliza o cumprimento das medidas. A equipe do aeroporto realiza inspeções de hora em hora na área e instala armadilhas em pontos estratégicos para tentar reduzir a circulação.
O problema é que o acúmulo de lixo e os danos no cercamento do complexo têm contribuído não apenas para a presença, mas também para o aumento do número de animais. O diretor do aeroporto, Cleberson Babetzki, diz que até fogões e sofás são encontrados no terreno.
— Recolhemos aproximadamente 130 toneladas a cada oito ou 10 meses.
Além da limpeza periódica, o aeroporto também tem buscado fazer reparos no muro que cerca o complexo. Ele foi construído com peças pré-moldadas e aberturas surgem com facilidade.
Outras ações possíveis seriam a introdução de predadores naturais, que também poderiam gerar risco, e medidas como a falcoaria, que tem custo além do que a receita do aeroporto pode suportar. Sistemas sonoros que simulam predadores também são uma opção, mas costumam ter eficácia limitada. Para afugentar as aves, uma alternativa seria deixar a vegetação mais alta.
Contratação da UCS
Para atender às normas da Anac, o aeroporto contratou o Hospital Veterinário da Universidade de Caxias do Sul (UCS) para examinar e tratar os animais capturados. Anteriormente, era possível realizar a soltura em uma área de preservação logo após o recolhimento. Agora, o regulamento exige uma avaliação veterinária.