Enquanto a motolância disponível em Caxias está parada há dois anos, cidades como Santa Rosa, Santa Cruz do Sul, Pelotas e Taquara também têm apenas um veículo cada, mas o sistema funciona. A secretária municipal da Saúde, Maria do Rosário Antoniazzi, tem diversos argumentos para justificar a inoperância. Orientação de circular em duplas, cobranças do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindserv), atual tempo para atendimento pelo Samu e riscos de acidentes devido ao clima na Serra estariam atrasando o trabalho com o veículo cedido pelo Governo Federal.
No ano passado, três técnicos em enfermagem foram capacitados para conduzir as motos, mas o Sindserv questiona se guiar os veículos é mesmo atribuição destes profissionais, destaca Rosário.
O coordenador geral do Samu em Caxias, enfermeiro Cláudio Bernardi Neto, acrescenta que as equipes treinadas foram orientadas pela Polícia Rodoviária Estadual a circular em duplas, por questão de segurança.
- A Coordenação Estadual do Samu me disse que consultou a Coordenação Geral de Emergência do Ministério da Saúde quanto a isso, mas ainda não recebeu nenhum parecer - pondera.
Rosário também argumenta que o tempo de resposta dos atendimentos do Samu é entre oito e 10 minutos, número que ela considera baixo. A secretária entende que a qualidade do serviço atual coloca em dúvidas a real necessidade de utilizar a motolância e acredita que um carro rápido poderia ser mais eficaz. O carro rápido teria de ser comprado pelo município, por meio de licitação. A titular da Saúde ainda não descarta a moto, no entanto.
Leia a matéria completa no Pioneiro desta segunda-feira.