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O jornalista Anderson Aires colabora com a colunista Marta Sfredo, titular deste espaço.
Após flertar com os R$ 5,80 ao longo dos pregões dos últimos dias, o dólar acelerou e chegou a esse patamar. A moeda americana voltou a subir e fechou esta quarta-feira (26) em R$ 5,803 — avanço de 0,83% ante a cotação do dia anterior.
Um dos fatores que pressionou o câmbio está ligado ao emprego. O Caged, divulgado nesta quarta-feira, confirmou a abertura de vagas formais acima do montante esperado pelo mercado, com criação de 137,3 mil postos.
O total vem acima do esperado pelo mercado, que especulava entre 50 e 70 mil vagas no primeiro mês do ano.
Como a coluna já havia destacado, mercado de trabalho ainda aquecido — mesmo que em desaceleração — gera temor sobre inflação alta por mais tempo e juro estacionado em patamar elevado. Com mais pessoas empregadas, existe tendência de aumento no consumo, que afeta os preços no país.
Além disso, ao divulgar os dados do emprego, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho reforçou críticas ao mercado e ao processo de alta de juro no país. Essa postura também não costuma ser bem recebida por investidores.
O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, afirma que o reforço do protecionismo do presidente americano Donald Trump, com novas ameaças de tarifaço, também tem peso nessa guinada do câmbio.
Leia mais na coluna de Marta Sfredo