Bom Dia! Acolhendo, com alegria, o segundo dia do mês de abril. Viver é muito bom. Que todos os instantes sejam abençoados. Os desafios são muitos, mas temos um Deus que olha por nós. Feliz dia!
“Não podemos impedir que o ódio se propague, mas já é precioso não ser mais um a colaborar para que ele cresça.” (Ana Jácomo)
Entre um compromisso e outro, passei por uma rua e encontrei numa determinada residência, uma plaquinha num canteiro de flores, com a inscrição: ‘Não jogar sal.’ Fiquei pensando no sentido daquele recado e nas relações entre vizinhos. Não são poucos os que se consomem tentando prejudicar o próximo. Acabam colocando a própria vida a perder. Ainda bem que possível fazer o bem ao próximo e viver em paz.
Diante de um mundo onde o ódio grita, onde as respostas são muitas vezes agressivas e onde a intolerância se disfarça de opinião, há uma escolha silenciosa e poderosa: não colaborar para que ele cresça. Não é difícil perceber o quanto o mundo está saturado de julgamentos, ofensas e reações impensadas.
Basta observar ao redor ou voltar o olhar para dentro de nós para notar que, muitas vezes, a raiva tenta encontrar abrigo nas palavras e nas atitudes. Mas há uma resistência que não se faz com gritos, e sim com a recusa firme de não alimentar o que destrói.
O ódio cresce no impulso, no orgulho ferido, na pressa de responder com a mesma moeda. Mas cada vez que escolhemos o silêncio em vez da agressão, o acolhimento em vez do julgamento, a paciência em vez do ataque, estamos colaborando para que ele enfraqueça. Pode parecer pequeno, mas é assim que as grandes mudanças começam: quando alguém decide não continuar o ciclo.
Ser paz onde tudo convida à guerra é uma forma de coragem. Não significa passividade, mas consciência. É ter força para não se deixar contaminar, mesmo quando seria mais fácil devolver no mesmo tom. Há quem espalhe farpas, há quem devolva flores. E, aos poucos, são essas escolhas silenciosas que vão moldando o ambiente ao nosso redor. O mundo talvez nunca seja livre do ódio, mas a nossa parte podemos fazer.
E ela começa no modo como tratamos o outro, mesmo quando ele erra, mesmo quando nos fere. Que sejamos esse ponto de interrupção, esse lugar onde o ódio não encontra espaço para crescer. Por que colocar sal nas flores do vizinho? Somos semeadores do bem. Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!