Um grupo de Passo Fundo foi preso suspeito de aplicar o golpe do bilhete premiado em Maringá, no Estado do Paraná. Cinco pessoas, sendo quatro homens e uma mulher, foram detidas em flagrante na terça-feira (1º).
Conforme a Polícia Civil, uma mulher de 58 anos foi abordada pela golpista, que pedia ajuda para encontrar uma loja na cidade. Após conversar por alguns minutos com a vítima, a estelionatária apresentou um bilhete de loteria supostamente premiado para a mulher, alegando que não poderia retirar o prêmio. A golpista solicitou uma quantia em dinheiro para entregar o falso bilhete.
Um homem, também integrante do grupo que aplicava o golpe, apareceu oferecendo uma carona, para que a vítima pudesse pegar os documentos pessoais em casa e depois ir até o banco sacar o dinheiro. Durante o trajeto, o homem fez ligações para afirmar que o bilhete era de fato premiado. Ainda segundo a ocorrência, quando entraram no banco, a vítima foi alertada por funcionários quanto ao golpe. Depois disso, o grupo fugiu.
A Polícia Militar foi acionada e conseguiu identificar o veículo utilizado no golpe. Quando os policiais encontraram o carro e os suspeitos, a golpista colocou um papel na boca, possivelmente o bilhete, e mastigou. Um outro homem também estava junto no mesmo carro.
Outros suspeitos, que faziam a segurança da quadrilha, também foram localizados pelos policiais. Juntos com os suspeitos, a polícia apreendeu dois carros, cinco celulares e mais de R$ 1.850 em dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo pagou fiança e foi liberado.
Qual o modus operandi do golpe do bilhete
O golpe do bilhete premiado segue um roteiro conhecido. Saiba como funciona a seguir:
- Um dos integrantes do grupo aborda a vítima, geralmente idosa, e afirma ter um bilhete premiado, mas que não pode sacar o valor sozinho
- Em seguida, outro criminoso se aproxima e demonstra interesse no bilhete, oferecendo uma quantia para comprá-lo
- Para convencer a vítima, os golpistas simulam uma ligação com um suposto funcionário de banco, que confirma a veracidade do prêmio
- A vítima é então levada a sacar ou transferir dinheiro para comprar ou sacar o valor do bilhete, que é entregue aos criminosos
- Quando têm o dinheiro na mão, o grupo fraudulento desaparece sem deixar rastros.